Como Investir em Ações: Guia Completo para Iniciantes no Brasil

Claudio Tuteri
Autor
Economista e especialista em investimentos, analista principal de corretoras na Bolsa24. Avalia taxas, regulamentação, segurança e ferramentas de investimento — incluindo soluções automatizadas e IA — para ajudar o investidor iniciante a escolher plataformas confiáveis.
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Investir em ações pode parecer um desafio no início, mas é uma das maneiras mais eficientes de construir patrimônio e alcançar independência financeira. Com a bolsa de valores mais acessível do que nunca, qualquer pessoa pode se tornar investidora e participar do crescimento das maiores empresas do Brasil e do mundo.

Nesta guia completa do Bolsa24, você aprenderá, passo a passo, como começar a investir em ações de forma segura e estratégica, mesmo sem experiência prévia. Vamos explicar desde o que são ações, como funcionam e por que elas são uma das principais alternativas de investimento de longo prazo.

Nosso objetivo é ajudar você a entender o mercado, evitar erros comuns e tomar decisões inteligentes baseadas em conhecimento. Ao final desta leitura, você terá clareza para dar o seu primeiro passo no universo das ações — com confiança e visão de futuro.


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    O que são ações e como funcionam?

    As ações representam pequenas frações do capital social de uma empresa. Ao adquirir uma ação, você se torna acionista, ou seja, um dos “donos” da companhia na proporção dos papéis que possui. Isso significa que você pode se beneficiar de duas formas principais:

    • Valorização do preço das ações – quando a empresa cresce e o mercado avalia seus papéis com um valor maior.
    • Recebimento de dividendos – parte dos lucros distribuída periodicamente aos acionistas.

    O mercado de ações é um ambiente regulado, onde empresas listam seus papéis para serem negociados entre investidores. No Brasil, essa negociação acontece principalmente na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), a bolsa de valores oficial do país. Investir em ações permite que pessoas comuns participem do crescimento de empresas de diversos setores, desde bancos e indústrias até companhias de tecnologia.

    Como as empresas emitem ações

    Uma empresa decide emitir ações geralmente com o objetivo de captar recursos para crescer. Isso pode envolver:

    • Expansão de operações (abrir novas unidades, investir em tecnologia ou aumentar capacidade produtiva);
    • Redução de dívidas ou melhora da estrutura de capital;
    • Aumento de competitividade no mercado.

    Quando uma empresa abre seu capital, realiza um IPO (Oferta Pública Inicial), colocando pela primeira vez suas ações à venda na bolsa de valores. A partir daí, qualquer investidor pode comprá-las através de uma corretora de valores. As ações passam a ser negociadas livremente, com preços variando conforme a oferta e a demanda, expectativas sobre a empresa e o cenário econômico.

    Diferença entre ações ordinárias e preferenciais

    No mercado brasileiro, as ações geralmente são classificadas em dois tipos:

    • Ações Ordinárias (ON): dão direito a voto nas assembleias da empresa, permitindo ao acionista participar das decisões estratégicas, como eleição do conselho de administração ou aprovação de fusões e aquisições.
    • Ações Preferenciais (PN): normalmente não concedem direito a voto, mas oferecem prioridade no recebimento de dividendos e, em alguns casos, vantagens na liquidação da empresa.

    Em resumo: quem busca participar das decisões da companhia tende a escolher ações ON, enquanto quem procura maior previsibilidade nos dividendos pode se interessar mais pelas PN.

    Por que investir em ações?

    Investir em ações pode parecer arriscado à primeira vista, mas existem razões sólidas pelas quais milhões de brasileiros escolhem essa modalidade todos os anos. As ações oferecem potencial de crescimento, possibilidade de gerar renda passiva e ajudam na diversificação do portfólio. Além disso, podem funcionar como uma proteção natural contra a inflação, algo fundamental em períodos de incerteza econômica. A seguir, veremos os principais motivos que tornam o investimento em ações uma decisão inteligente de longo prazo.

    Potencial de valorização a longo prazo

    Uma das principais razões para investir em ações é o potencial de valorização ao longo do tempo. Empresas bem gerenciadas tendem a crescer, expandir suas operações e aumentar seus lucros, refletindo diretamente no preço de suas ações. Ao comprar papéis de companhias sólidas, você pode se beneficiar do aumento de valor desses ativos ao longo dos anos, construindo patrimônio de forma consistente.

    Historicamente, a bolsa de valores tem oferecido retornos superiores aos investimentos tradicionais de renda fixa, especialmente para quem investe com visão de longo prazo. A chave é paciência e disciplina, evitando se deixar levar pelas oscilações diárias do mercado.

    Dividendos e renda passiva

    Muitas empresas listadas na bolsa distribuem dividendos – uma parcela do lucro repassada diretamente aos acionistas. Esses pagamentos podem se tornar uma fonte de renda passiva, complementando sua renda mensal sem que você precise vender suas ações.

    Investidores que buscam estabilidade financeira costumam focar em companhias com histórico sólido de dividendos, como empresas do setor elétrico, bancário ou de saneamento. Essa estratégia pode ajudar a criar um fluxo de caixa previsível, especialmente útil para quem deseja independência financeira.

    Diversificação e proteção contra a inflação

    Investir em ações permite diversificar seus investimentos, reduzindo riscos associados à concentração em um único ativo ou setor. Uma carteira bem equilibrada pode incluir ações de diferentes segmentos, como tecnologia, saúde, energia e consumo, diminuindo a exposição a crises específicas de um mercado.

    Além disso, as ações tendem a oferecer proteção contra a inflação no longo prazo, já que muitas empresas ajustam preços e serviços conforme o aumento do custo de vida, preservando a rentabilidade e, consequentemente, o valor de suas ações.

    Como começar a investir em ações no Brasil (5 passos)

    Entrar no mundo dos investimentos em ações pode parecer complicado no início, mas com uma boa orientação o processo se torna simples e acessível. No Brasil, a bolsa de valores e as corretoras digitais facilitam o acesso, permitindo que qualquer pessoa possa comprar e vender ações de maneira segura e prática. Seguindo um plano estruturado, você poderá dar os primeiros passos com confiança, evitando erros comuns e construindo uma base sólida para o futuro financeiro. Veja abaixo os cinco passos fundamentais para começar.

    Checklist para começar a investir

    Marque cada etapa concluída e acompanhe seu progresso.

    1. Definir objetivos financeiros e perfil de risco

    Antes de investir, é importante entender por que você quer entrar no mercado de ações. Seus objetivos podem ser de longo prazo, como aposentadoria, ou de médio prazo, como comprar um imóvel. Identificar seu perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado) ajuda a escolher as ações e estratégias mais adequadas, além de evitar frustrações em períodos de alta volatilidade.

    2. Escolher a corretora de valores

    A escolha da corretora é um passo essencial, pois ela será a intermediária entre você e a bolsa de valores. Compare taxas de corretagem, qualidade da plataforma, recursos educacionais e atendimento ao cliente. No Brasil, existem diversas corretoras digitais com taxas reduzidas e aplicativos intuitivos, ideais para quem está começando.

    3. Abrir conta e transferir fundos

    Depois de escolher a corretora, você precisa abrir sua conta de investimento. O processo é rápido e online, exigindo apenas documentos pessoais e um comprovante de residência. Em seguida, faça uma transferência bancária para a conta da corretora, preparando-se para realizar suas primeiras compras de ações.

    4. Selecionar as ações para investir

    Com a conta ativa e o saldo disponível, é hora de escolher as ações. Busque empresas sólidas, com bom histórico financeiro e potencial de crescimento. Utilize ferramentas de análise oferecidas pela corretora e siga uma estratégia adequada ao seu perfil, evitando decisões baseadas apenas em dicas ou boatos de mercado.

    5. Realizar a primeira compra e acompanhar a carteira

    Após selecionar as ações, faça sua primeira compra. Acompanhe o desempenho regularmente, mas evite ansiedade com oscilações diárias. O ideal é revisar a carteira periodicamente, ajustar posições conforme os objetivos e continuar aprendendo sobre o mercado para tomar decisões cada vez mais conscientes.

    Como escolher as ações para investir

    Escolher as melhores ações certas é uma das etapas mais importantes para quem deseja investir com segurança e bons resultados. Isso envolve analisar a saúde financeira das empresas, entender seu posicionamento no mercado e avaliar fatores que possam influenciar o desempenho futuro. Duas abordagens principais são usadas pelos investidores: a análise fundamentalista, voltada para a saúde e potencial da empresa, e a análise técnica, focada no comportamento do preço das ações. A seguir, explicamos como utilizar cada uma dessas ferramentas e como elas podem ajudar na sua tomada de decisão.

    Avaliação de setores e empresas

    Antes de selecionar ações específicas, é essencial entender o setor econômico no qual a empresa está inserida. Diferentes setores respondem de maneira distinta a mudanças econômicas, políticas e tecnológicas. Por exemplo, empresas de tecnologia podem ter um crescimento acelerado, mas com maior volatilidade, enquanto companhias do setor elétrico ou de saneamento costumam ser mais estáveis e previsíveis. Avaliar o setor ajuda a identificar oportunidades e riscos inerentes à atividade da empresa.

    Além do setor, é importante analisar a posição competitiva da companhia: ela é líder de mercado, tem um produto inovador, possui vantagens competitivas sustentáveis? Também vale verificar o histórico de gestão, o nível de endividamento, a política de dividendos e os resultados trimestrais. Essa avaliação permite diferenciar empresas sólidas com potencial de crescimento de outras que podem enfrentar dificuldades. 

    Análise fundamentalista

    A análise fundamentalista é uma metodologia voltada para avaliar a situação financeira e operacional de uma empresa. O objetivo é determinar se ela está saudável, se tem potencial de crescimento e se suas ações estão sendo negociadas a um preço justo. Entre os principais indicadores utilizados estão:

    • Lucro líquido e margens de lucro: mostram a eficiência da empresa em gerar resultados positivos.
    • Retorno sobre patrimônio líquido (ROE): indica como a empresa utiliza o capital dos acionistas para gerar lucro.
    • Dívida líquida/EBITDA: mede a capacidade da empresa de pagar suas dívidas em relação ao seu lucro operacional.
    • Dividend yield: mostra a relação entre os dividendos pagos e o preço da ação, útil para quem busca renda passiva.

    Além dos números, a análise fundamentalista considera o setor de atuação, a posição competitiva e o cenário econômico. Por exemplo, uma empresa com boa gestão, marca forte e potencial de crescimento em um setor em expansão tende a oferecer mais segurança. Essa abordagem é amplamente usada por investidores de longo prazo, que buscam construir patrimônio com base em fundamentos sólidos e menos sujeitos às oscilações do mercado no curto prazo.

    Análise técnica

    Já a análise técnica se concentra no estudo dos gráficos de preços e volumes de negociação. Ela parte do princípio de que o comportamento passado do preço de uma ação pode indicar tendências futuras. Essa abordagem é muito utilizada por traders e investidores que desejam aproveitar movimentos de curto e médio prazo no mercado.

    Entre as ferramentas mais comuns estão:

    • Médias móveis: ajudam a identificar a tendência geral do preço.
    • Índice de Força Relativa (IFR/RSI): mede se uma ação está sobrecomprada ou sobrevendida.
    • Suportes e resistências: níveis de preços que funcionam como “barreiras” naturais, úteis para definir pontos de entrada e saída.
    • Padrões gráficos: como triângulos, ombro-cabeça-ombro e bandeiras, que indicam possíveis reversões ou continuidade de tendência.

    A análise técnica não se preocupa com os fundamentos da empresa, mas com o comportamento do mercado e o sentimento dos investidores. É ideal para quem busca ganhos rápidos ou oportunidades pontuais, embora também possa ser utilizada em conjunto com a análise fundamentalista, criando uma estratégia mais completa.

    Estratégias de investimento em ações

    Existem diversas maneiras de investir em ações, cada uma com características próprias e objetivos específicos. Enquanto algumas estratégias são focadas em ganhos de longo prazo e estabilidade, outras buscam oportunidades de curto prazo ou uma renda mais previsível. Conhecer as principais abordagens permite escolher aquela que mais se adapta ao seu perfil de investidor e aos seus objetivos financeiros. A seguir, vamos detalhar as estratégias mais utilizadas no mercado, desde as mais conservadoras até as mais dinâmicas.

    Buy and Hold

    A estratégia de Buy and Hold consiste em comprar ações de empresas sólidas e manter esses papéis por longos períodos, independentemente das oscilações diárias do mercado. O objetivo é se beneficiar do crescimento sustentável das empresas ao longo dos anos, além de acumular dividendos reinvestidos. Esse tipo de abordagem é indicado para quem tem uma visão de longo prazo e está disposto a suportar a volatilidade do mercado sem tomar decisões precipitadas.

    Investidores de Buy and Hold costumam analisar profundamente os fundamentos das empresas, escolhendo companhias com bom histórico de lucros, governança sólida e vantagens competitivas duradouras. Essa estratégia se baseia na ideia de que o mercado tende a recompensar empresas bem administradas, permitindo a construção de patrimônio consistente ao longo do tempo.

    Investindo para receber dividendos

    Outra estratégia bastante popular é investir com foco no recebimento de dividendos. Algumas empresas têm o hábito de distribuir parte dos seus lucros aos acionistas de forma regular, criando uma fonte de renda passiva. Essa abordagem é especialmente atraente para quem busca complementar sua renda ou ter maior previsibilidade nos retornos de seus investimentos.

    Os investidores que seguem essa estratégia geralmente priorizam empresas de setores estáveis, como energia, saneamento ou financeiro, que tendem a ter resultados consistentes mesmo em períodos de crise. A reinversão dos dividendos recebidos é uma prática comum, permitindo acelerar o crescimento da carteira e aumentar ainda mais a geração de renda ao longo do tempo.

    Long & Short

    A estratégia de Long & Short é mais sofisticada e envolve abrir duas posições simultâneas: uma comprada (long) em um ativo e outra vendida (short) em outro. Normalmente, essa abordagem é usada quando o investidor acredita que uma ação terá um desempenho melhor do que outra, mesmo que ambas possam cair ou subir de preço. Essa operação busca capturar a diferença relativa de desempenho entre os dois ativos, reduzindo a exposição ao risco do mercado geral.

    Por exemplo, um investidor pode comprar ações de uma empresa que acredita estar subvalorizada e, ao mesmo tempo, vender ações de uma concorrente considerada sobrevalorizada. É uma estratégia muito usada por investidores institucionais e exige maior conhecimento técnico, além de acesso a plataformas que permitam a execução de operações simultâneas. Apesar de ser mais complexa, pode ser uma forma de gerar lucros mesmo em períodos de alta volatilidade ou de queda generalizada do mercado.

    Swing Trade e Day Trade

    As estratégias de Swing Trade e Day Trade são voltadas para ganhos de curto prazo. No Swing Trade, as posições são mantidas por alguns dias ou semanas, enquanto no Day Trade as operações são abertas e fechadas no mesmo dia. O foco aqui é aproveitar movimentos rápidos de preço, seja com base em notícias, divulgações de resultados ou padrões técnicos identificados nos gráficos.

    Essas estratégias exigem acompanhamento constante do mercado, disciplina e uma boa gestão de risco, já que a volatilidade pode gerar tanto oportunidades quanto perdas significativas. Ferramentas de análise técnica são amplamente utilizadas por esses investidores, que buscam identificar pontos de entrada e saída com maior precisão. 

    ETFs: diversificação com praticidade

    Para quem busca simplicidade e diversificação, os ETFs (Exchange Traded Funds) são uma alternativa prática. Um ETF é um fundo negociado em bolsa que replica o desempenho de um índice, como o Ibovespa. Ao investir em um ETF, você está, na prática, adquirindo uma cesta de ações em uma única transação, reduzindo o risco específico de uma única empresa.

    Os ETFs têm taxas de administração geralmente mais baixas do que fundos tradicionais e são indicados para quem quer exposição ampla ao mercado com praticidade e baixo custo. Eles são uma excelente porta de entrada para iniciantes ou para quem deseja diversificar a carteira sem precisar escolher ações individuais. 

    Quanto dinheiro é necessário para investir em ações?

    Uma das principais dúvidas de quem está começando a investir é quanto dinheiro precisa ter para dar o primeiro passo. A boa notícia é que, no Brasil, é possível começar com valores baixos, já que não existe um valor mínimo fixo exigido pela bolsa de valores. Com apenas algumas dezenas de reais, já é possível adquirir ações ou investir por meio de ETFs, que oferecem uma forma prática e diversificada de acesso ao mercado. O mais importante não é a quantia inicial, mas sim criar o hábito de investir regularmente e aumentar os aportes conforme sua capacidade financeira. Dessa forma, mesmo quem começa com pouco pode, ao longo do tempo, construir um patrimônio sólido e alcançar seus objetivos financeiros.

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    Como comprar ações no Brasil e no exterior?

    Comprar ações hoje é mais simples do que nunca, graças à digitalização do mercado financeiro e à ampla oferta de corretoras online. No Brasil, qualquer pessoa pode acessar a bolsa de valores B3 pelo celular ou computador, enquanto o investimento no exterior se tornou acessível através de corretoras internacionais ou produtos como BDRs. Com isso, o investidor pode diversificar sua carteira tanto com empresas brasileiras quanto com gigantes globais, expandindo suas oportunidades de crescimento. Veja abaixo as principais formas de começar.

    Corretoras Nacionais

    Abra conta em uma corretora brasileira autorizada, transfira recursos e compre ações diretamente pela B3. As corretoras oferecem plataformas online e apps com ferramentas de análise e execução rápida.

    BDRs (Brazilian Depositary Receipts)

    Invista em empresas internacionais sem sair do Brasil. Os BDRs permitem acesso a companhias globais como Apple ou Tesla usando reais, sem a necessidade de conta no exterior.

    Corretoras Internacionais

    Abra uma conta em uma corretora global e invista diretamente em bolsas estrangeiras como Nasdaq ou NYSE. Oferece mais opções de ativos, mas requer atenção à tributação e câmbio.

    Riscos de investir em ações e como minimizá-los

    Investir em ações pode trazer ótimos retornos, mas também envolve riscos que precisam ser entendidos e gerenciados. A volatilidade do mercado, os erros comuns cometidos por iniciantes e a falta de diversificação podem comprometer os resultados de um investidor despreparado. Conhecer esses riscos e adotar estratégias para reduzi-los é fundamental para ter uma experiência de investimento mais segura e consistente. A seguir, veremos os principais riscos e como minimizá-los de forma prática.

    Volatilidade e liquidez

    O mercado de ações é conhecido por sua volatilidade, ou seja, as oscilações frequentes nos preços dos ativos. Eventos políticos, mudanças econômicas ou até mesmo notícias relacionadas a uma empresa podem fazer com que o valor de uma ação suba ou caia rapidamente. Além disso, algumas ações podem ter baixa liquidez, dificultando sua venda sem afetar significativamente o preço. Para lidar com esses fatores, é importante manter uma visão de longo prazo, evitando tomar decisões precipitadas em resposta a movimentos diários. Investir em empresas sólidas e setores estáveis também ajuda a reduzir a exposição à volatilidade excessiva.

    Erros comuns de iniciantes

    Iniciantes muitas vezes entram no mercado sem um plano claro, comprando ações baseados em dicas informais ou na expectativa de ganhos rápidos. Outro erro comum é investir todo o capital em uma única empresa ou setor, aumentando o risco em caso de problemas específicos. Também é comum a falta de controle emocional, levando investidores a vender em momentos de pânico ou comprar quando os preços já estão em alta. Para evitar esses erros, é fundamental ter um plano de investimento definido, estudar os fundamentos das empresas e manter disciplina diante das flutuações do mercado.

    Como montar uma carteira diversificada

    Uma das melhores formas de minimizar riscos é montar uma carteira diversificada. Isso significa distribuir os investimentos entre diferentes empresas, setores e até classes de ativos, como ETFs ou renda fixa. Dessa forma, se uma ação ou setor específico enfrentar dificuldades, os demais ativos podem compensar as perdas. A diversificação também pode incluir investimentos no exterior, seja através de BDRs ou corretoras internacionais, reduzindo a dependência exclusiva do mercado local. Essa estratégia não elimina totalmente os riscos, mas os dilui, aumentando a estabilidade dos resultados ao longo do tempo.

    Tributação sobre investimentos em ações no Brasil

    Ao investir em ações, é fundamental entender como funciona a tributação, pois isso impacta diretamente os seus ganhos líquidos. No Brasil, os lucros obtidos com a venda de ações são, em geral, tributados, assim como os dividendos, que desde 2023 voltaram a ser considerados na base de cálculo do Imposto de Renda em determinadas situações. Conhecer as regras atuais, as isenções disponíveis e o processo correto de declaração é essencial para manter sua situação fiscal em dia e evitar multas. A seguir, explicamos os principais pontos da tributação em 2026.

    Imposto de Renda

    No mercado de ações, os ganhos líquidos obtidos em vendas de ações estão sujeitos à alíquota de 15% para operações comuns (swing trade) e 20% para operações de day trade. O cálculo do imposto é de responsabilidade do próprio investidor, que deve gerar a guia DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) e efetuar o pagamento até o último dia útil do mês seguinte ao lucro obtido.

    Vale lembrar que, a partir de 2023, os dividendos distribuídos por algumas empresas, antes isentos, passaram a ser tributados em 15% na fonte em situações específicas, conforme a Receita Federal. Portanto, é importante acompanhar as regras atualizadas ano a ano, pois mudanças tributárias podem impactar diretamente a rentabilidade líquida dos investimentos.

    Isenções e regras especiais

    Existem algumas isenções previstas na legislação brasileira. A mais conhecida é a isenção de IR para vendas mensais de até R$ 20.000 em operações comuns (não aplicável a day trade). Ou seja, se você vendeu ações no mês e o valor total dessas vendas não ultrapassou R$ 20 mil, o lucro obtido está isento de imposto.

    Além disso, prejuízos podem ser compensados com ganhos futuros da mesma natureza (day trade com day trade e operações comuns com comuns), reduzindo o valor final do imposto a pagar. Essa compensação deve ser controlada pelo investidor por meio de registros mensais de suas operações.

    Como declarar ações no IRPF

    A declaração anual do Imposto de Renda exige que todas as operações com ações sejam informadas, mesmo as que não resultaram em lucro tributável. É necessário informar a posição acionária em 31 de dezembro de cada ano, detalhando quantidade e preço médio de aquisição. Ganhos e prejuízos obtidos ao longo do ano devem ser lançados nos campos específicos do programa da Receita Federal, permitindo a compensação de perdas e a correta apuração dos tributos devidos.

    O não cumprimento dessas obrigações pode gerar multas e juros, por isso é recomendável manter um controle organizado de todas as operações ou utilizar plataformas de gestão de carteira que auxiliem na geração de relatórios e no preenchimento da declaração anual.

    Fontes:
    Receita Federal do Brasil |
    B3 – Brasil, Bolsa, Balcão

    Conclusão: vale a pena investir em ações?

    Investir em ações vale a pena para quem busca crescimento financeiro no longo prazo e está disposto a se preparar para enfrentar a volatilidade natural do mercado. Essa modalidade de investimento oferece potencial de valorização, geração de renda passiva com dividendos e diversificação da carteira, protegendo o patrimônio contra a inflação. Embora existam riscos, eles podem ser minimizados com planejamento, conhecimento e disciplina, evitando decisões impulsivas baseadas em emoções. Começar aos poucos, definir objetivos claros e investir regularmente é a chave para construir um patrimônio sólido.

    Não espere mais: abra sua conta em uma corretora confiável, escolha suas primeiras ações e dê hoje mesmo o primeiro passo rumo à sua independência financeira!

    FAQ

    Quanto dinheiro é preciso para começar a investir em ações no Brasil?

    Não existe um valor mínimo obrigatório para começar a investir em ações no Brasil. Com apenas algumas dezenas de reais já é possível comprar ações ou investir em ETFs pela B3. O importante é definir um valor inicial que caiba no seu orçamento e investir regularmente, aumentando os aportes conforme sua capacidade financeira.

    Quais são as melhores ações para iniciantes?

    Para quem está começando, o ideal é buscar ações de empresas sólidas, com histórico consistente de resultados e boa governança corporativa, como companhias do setor de energia, saneamento ou bancos. Outra opção prática são os ETFs, que oferecem diversificação imediata e exigem menos análise individual de cada empresa.

    Posso comprar ações de empresas internacionais no Brasil?

    Sim, você pode investir em empresas internacionais por meio dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts), negociados diretamente na B3. Outra alternativa é abrir conta em uma corretora internacional e comprar ações de empresas listadas no exterior, como as bolsas Nasdaq ou NYSE, ampliando assim a diversificação da sua carteira.


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